Aprendendo as Diferenças – Escritas

Bem vindos a mais um Aprendendo as Diferenças, desta vez com um tema que sempre acaba vindo à mente – como diferenciar as escritas das línguas chinesa, coreana e japonesa. Você sabe os nomes delas? Você sabe a história por trás delas? Não se preocupe, o Kotatsu Redondo ensina:


Quando estamos lendo nossas histórias, se for mangá/manhua/manhwa principalmente, as vezes reparamos que alguns caracteres não são traduzidos, seja por estarem pequenos ou por serem onomatopeias – e se for reparar, cada um tem suas peculiaridades, não é mesmo? Hoje eu falarei, em nome do Kotatsu Redondo, sobre esses alfabetos e suas peculiaridades, ou seja, os alfabetos chinês, coreano e japonês.

Para comentar sobre elas, será mais fácil dividir por país, e de lá me aprofundar um pouco sobre a língua escrita dele; eu já aviso que, ao contrário daquelas páginas na internet que simplesmente apontam as diferenças, eu vou dar uma leve aprofundada sobre a história dos alfabetos, mas ainda apontarei as diferenças claramente, usando o bom e velho negrito, já que é para isto que estou aqui – mas vamos lá, sim?

Na esquerda temos o algarismo tradicional, na direita temos o algarismo simplificado

– China: conhecido lá como hanzi, os caracteres chineses (sim, é assim que se chama por aqui) são usados para escrever o mandarim, e como é de se esperar, os caracteres chineses se espalharam também para o Japão (Kanji), Coreia (Hanja) e até mesmo Vietnã (Chữ Nôm), e tem como sua característica o fato de que cada símbolo representa uma palavra, que representa algo concreto ou uma ideia; vale notar que, apesar de ainda ter o mesmo nome, há duas formas de escrita na China, sendo uma a tradicional e a outra simplificada, porém ambos são considerados símbolos complexos, onde a junção deles formam outras palavras. Uma curiosidade bacana sobre os caracteres chineses é que, devido às diversas formas possíveis de se ler eles, todos chineses conseguem se comunicar através da escrita, mesmo que seus dialetos sejam diferentes e eles não consigam se entender através da fala – o número de caracteres que você precisa saber para poder ler todos os textos cotidianos é estimado por volta de 3500 (na realidade é 99,48%), apesar que com 2500 já se consegue ler 97,97%; o número total de caracteres existentes, segundo a quantidade de definições no Dicionário da Forma Variante Chinesa, é 106230 caracteres.

Um exemplo de texto coreano

– Coreia: conhecido lá como hangul, este alfabeto foi criado para substituir o hanja (caracteres chineses), porque, entre vários motivos, foi creditado sendo muito difícil para os coreanos aprenderem a escrever e por isso necessitavam de um alfabeto mais simples, tendo levado em conta princípios de yin e yang, assim como a harmonia das vogais – os caracteres em si são compostos, e suas sílabas são chamadas de jamos; seus caracteres são bem arredondados, com formatos circulares/ovais muito presentes no meio da escrita, e apesar de cada unidade representar um som diferente, algumas unidades representam dois sons, onde a diferença entre eles se dá na posição (para se escrever, você agrupa os caracteres em cima, embaixo, nos lados…) – são 24 caracteres, onde 14 são consoantes e 10 são vogais.

De cima para baixo, kanji, hiragana e katakana

– Japão: aqui a coisa desanda um pouco, porque temos 3 – eu repito, TRÊS! – alfabetos para comentar, então serei um pouco mais superficial neles; começando pelo famoso kanji, que é uma importação direta da China, é basicamente o hanzi, apesar de nem todos os símbolos terem sido importados, porém alguns símbolos de kanji foram feitos no Japão mesmo (chamados kokuji) – apesar deste alfabeto ter sido simplificado na China e no Japão, as simplificações não foram iguais, o que aumenta a diferença entre eles – também vale notar que a pronúncia ficou diferente em japonês, e dificilmente você verá textos inteiros escritos em kanji; o próximo seria o katakana, que são caracteres fonéticos feitos para simplificar os kanjis – possuem formas angulares e retas, e são usados principalmente para se escrever palavras de origem estrangeira, nomes científicos, onomatopeias e dar ênfase à palavras – é também chamado de kana quando é usado em conjunto com…; hiragana, o outro alfabeto japonês que é usado agora para as palavras que não possuem kanji ou possui mas é pouco utilizado – possuem formas mais arredondadas, porém longe de ser como o hangul, e uma das funções deste alfabeto em si é explicar como se deve ler um kanji, porém nestes casos o nome é alterado para furigana.

Ou seja, agora uma recapitulação rápida:
– Se houver muitas formas redondas ou ovais, é da Coreia (hangul);
– Se houver vários “símbolos complicados” e apenas eles, é da China (hanzi);
– Se houver vários “símbolos simples”, bem retos (katakana) ou com algumas curvas (hiragana), mesmo que tenham alguns “símbolos complicados” no meio (kanji), é do Japão.

Por hoje é isso, comentem o que acharam, se possuem formais mais simples de identificar ou o que preferirem; lembrando sempre que eu aceito sugestões para posts, seja temas para outro Aprendendo as Diferenças, seja de algo que se enquadre com o Kotatsu Redondo. o/

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4 respostas em “Aprendendo as Diferenças – Escritas

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